2009-02-28

Carnaval de Rua 2009






Mais uma vez o Carnaval saiu à rua, uma iniciativa conjunta do Jardim de Infância Arco-Íris, as Escolas Básicas e a Secundária do Concelho. Com umas fantasias alegres e coloridas e com alguma crítica social à mistura (é para isso que serve o Carnaval). Pela positiva destaco o 12º Ano A (que quase a caminho da Universidade) optaram por criticar de forma inteligente o actual estado do Ensino em Portugal.








Etiquetas:

2009-02-27

"O Desenho na Colecção Privada de Natália Correia"



























Foi inaugurada no dia 27 de Fevereiro, na Sala de Exposições do Museu dos Baleeiros, uma Mostra Itinerante do Espólio Artístico de Natália Correia e Dórdio Guimarães. Cerca de 50 pessoas partilharam connosco esta noite.
Como muito bem explicou a Srª Arquitecta Rita Cruz Dourado, no dia da inauguração: "...Das cerca de 400 peças que constituem o espólio artístico, optou-se por conduzir a mostra no âmbito do desenho. Não por uma vontade redutora de eleger uma dada particularidade, mas sim pela capacidade que no desenho há de, como suporte do pensamento, nele estar contida a base e a vontade de todas as expressões..." ," ...De Almada Negreiros a Cesariny, de Abel Manta a Stuart Carvalhais, de Fernando Lanhas a Júlio Resendes e a Júlio Pomar, mais do que a filiação a uma direcção estética, o que se expõe é uma reunião de afectos, momentos e proximidades onde, maior que a relação entre autores, é a relação com Natália Correia e Dórdio Guimarães..."
É, sem sombra de dúvida, uma exposição "de afectos"...
Até dia 22 de Março podemos deleitar a vista e a alma nestes desenhos.
Mais uma excelente iniciativa da Presidência do Governo, através da Direcção Regional da Cultura e com a colaboração do Museu do Pico.












































































































































































Etiquetas:

2009-02-13

Todas as cartas de amor são ridículas...



Não sabia o que te havia de oferecer, sabendo de antemão a tua aversão ao consumismo, resolvi dar-te algo meu, aqui vai:

“De espuma branca vestida pairo sobre as negras pedras onde placidamente contemplas o horizonte… chego-me a ti em sorrisos de lua cheia e vendavais de ternura… olhamo-nos para além do visível, procuramos o trilho das palavras silenciadas que só pertencem aos amantes… revivemos no cântico entoado pelo mar todos os sonhos já vividos, plenamente sentidos, intuitivamente relembrados. Entrelaçamos as mãos e redescobrimos a magia maravilhosa dos frutos deste amor… é neles que fortalecemos este sentimento único… é para além deles que construímos dia a dia a vontade forte de continuarmos unidos, de sermos dois num só, como almas gémeas que um poeta boémio juntou… Adormece a noite no encanto da montanha e um novo amanhecer inventa novas poesias… Tua”

Tinha de ser num dia especial. Termina assim o meu percurso na blogosfera começado em 13-01-2006, com o blog “minhastonterias” alojado no sapo. A partir de uma certa altura abandonei-o por problemas técnicos, como gosto de associar fotos aos textos e no sapo não conseguia, criei o “devaneios” a 25-03-2006. A maioria dos textos destes blogs são transcrições com algumas alterações do velho caderno que dorme na minha mesa de cabeceira, alterações que têm a ver com a envolvência da Montanha do Pico e do mar que a rodeia. Foi sempre um blog de emoções, porque é assim que vejo a vida.
Volto ao meu caderno, porque sei ver o cisco nos meus olhos mas não necessito procurar as traves nos olhos dos outros.











2008-12-10

Darmo-nos em vez de dar...

Começou a correria, a loucura desenfreada à procura da prenda certa para cada pessoa. Cortei com isso, embora não de forma total (para o ano certamente serei mais radical).
Este tempo deixa-me sempre a pensar se o acto de dar tem alguma coisa a ver com este consumismo assumido em que perdemos tanto tempo nas lojas que deixamos de ter tempo para dar uma palavra amiga a alguém. Afinal o que é dar? Teremos que forçosamente dar algo de material para nos darmos a alguém? Não será mais importante parar um pouco para conversar? Trocar uns carinhos? Dividir emoções? Partilhar gargalhadas ou lágrimas?
Não me revejo no modelo actual de Natal, perdeu-se a magia, esqueceu-se o importante, faltam os afectos, falta a azafama na cozinha para preparar a ceia, falta a família à volta da mesa, falta o diálogo (sem televisão ligada). Compramos tudo, vende-se tudo e, onde fica o Amor? O Amor Daquele que nasceu e morreu por nós? Terá valido a pena a lição que ele nos quis transmitir? Será que alguém ainda a ouve? ou o ruído dos Centros Comerciais consome tudo, até a mais bela mensagem do mundo?
Acreditem ou não, tudo gira à volta do Amor e, dar algo, sem nos darmos, não vale a pena.
Um Natal de Paz e Amor para todos os que passam por aqui.

Etiquetas: ,

2008-11-09

Em tons de castanho luz...

Sou uma amante do Verão, do verde e azul incomparáveis, do Sol a abençoar o Pico... chega o Outono e fico mais triste, o verde dá asas ao castanho, o azul transforma-se em cinzento. Chego a casa de noite e até o último cigarro fumado no jardim, tem o negro por companhia. Mas a moeda tem sempre duas faces e ao olhar as folhas que caiem, as flores que perderam a cor, as cagarras que já não cantam, ouço o silêncio das folhas e petálas soltando-se das árvores, o remor do mar a bater nas rochas e sinto-me em casa. Olho as folhas a cair, as flores que só nascem no Outono e deleito o olhar na magia do sentir..
Olho a Montanha, vestiu-se de cinzento (qual dor d'uma alma que sente e não diz...) e admiro a natureza que se renova, sozinha, sem necessitar de mãos humanas... Analiso-me e dou-me conta que Amo o Outono, uma nova estação que me traz vida em castanhos marejados de luz...

Etiquetas:

2008-10-23

Saudades....

Ando em maré de silêncios... fujo das palavras e de grandes alaridos sonoros... Hoje, no entanto, lembrei-me de uma palavra que se adapta muito bem ao sentir do povo português: saudade , talvez porque sinta (sentimento) saudades, ou a falta de, ou, de alguém... Sinto saudades da minha infância, de correr livremente pelas ruas da terra do meu Pai, sem medos, sem preocupações, sem pensar nada no dia de amanhã... Sinto-as da minha adolescência marcada pela irreverência, pelas dúvidas, pelos afectos, pelos amores e desamores... Do cheiro que Lisboa tinha, das castanhas assadas, dos pregões da Ribeira, do cacau quente... Sinto saudades dos meus pais e irmã, da nossa enorme cumplicidade, de me limparem as lágrimas sem me perguntar o porquê delas, de compartilhar uma gargalhada pela "coisa mais banal do mundo" e não ser apelidada de tolinha... e os abraços, daqueles fortes, que levavam consigo todos os medos e angústias e eram um conforto enorme para a alma... de andar descalça e "chapinhar" nas poças que a chuva deixava... de namorar à beira-mar, dos silêncios trocados a dois, dos meus filhotes pequeninos e só meus, tão inteiramente meus...
Sinto saudades... esse sentimento em vez de mágoa faz-me sentir grata por ter vivido intensamente tudo o que vivi...
Desculpem lá... volto ao silêncio das emoções...

Etiquetas: ,

2008-10-21

Calem as palavras...

Não me digam nada! Deixem-me divagar ao acaso do vento em botes de sonho, em noites de luar intenso... Não usem palavras, sabem-me a vazio, são mascaradas de sons adocicados que me soam ocas e sem sentido...
Não me digam nada! Rigorosamente nada! Não tentem inventar palavras ou frases melodiosas porque já outros as disseram e inventaram, soam-me todas iguais, soam-me todas banais... Deixem-me reinventar o silêncio, buscar as palavras dos olhares que brotam da alma... em silêncio, só silêncio. É no silêncio que encontramos a alma de quem olhamos nos olhos, sem desviar o olhar, desnudamo-nos perante esse ser, no abraço sentido reencontramos tudo o que jamais conseguiremos dizer com frases feitas...
Deixem-me reinventar o sonho acordado e sem palavras vazias esvaziar as minhas emoções...
Apenas hoje, deixem-me sonhar... Não me digam palavras...

Etiquetas: